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Aleitamento materno nos tempos de COVID-19

18 de ago. de 2020
2 min de leitura

Neste último sábado, 15 de agosto, foi celebrado o Dia da Gestante e, devido à pandemia causada pelo SARS-COV-2 que estamos vivenciando, nada mais justo que falar sobre uma das maiores preocupações das futuras mães: a amamentação e a COVID-19.

A pergunta mais frequente atualmente é se uma mãe com confirmação/suspeita de COVID-19 pode amamentar. Segundos o Ministério da Saúde (MS), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH) – Fiocruz, a mãe deve continuar amamentando, porém com alguns cuidados.

Durante a amamentação, a mãe, confirmada/suspeita ou com contatos domiciliares que apresentem quadro gripal, deve implementar medidas de higiene adequadas como a higienização das mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos e, ainda, o uso de uma máscara. É importante ressaltar que os benefícios da amamentação são superiores aos potencias riscos de contaminação, já que nos casos confirmados de crianças infectadas pelo novo coronavírus a maioria apresentou uma forma leve da doença ou assintomática.

Dentro dessa lógica, com os estudos feitos até o momento, é seguro fornecer leite materno retirado de uma mãe com confirmação/suspeita de COVID-19, desde que seja para seu (a) filho (a), já que, até então, o vírus SARS-CoV-2 não foi detectado no leite materno. Porém, não é recomendado a amamentação cruzada.

Outra situação é o caso do lactante com suspeita/confirmação de COVID-19, situação que também é recomendado a continuação da amamentação, desde que a mãe se proteja com os cuidados de higiene, já citados, antes e depois da mamada.

Por fim, é aconselhável orientar a mãe e a família em relação ao COVID-19, ressaltando que:

1. O coronavírus não foi detectado no leite materno de mães confirmadas ou suspeitas e até o momento não há evidências de que o vírus seja transmitido através da amamentação;

2. Recém-nascidos e bebês têm baixo risco de infecção por COVID-19. Entre os poucos casos confirmados em crianças pequenas, a maioria experimentou apenas sintomas leves ou era assintomática;

3. A amamentação e o contato pele a pele reduzem significativamente o risco de morte em recém- nascidos e lactentes, além de proporcionarem vantagens imediatas e ao longo da vida para a saúde e o desenvolvimento do bebê;

4. Os inúmeros benefícios da amamentação superam substancialmente os riscos potenciais de transmissão e doença associados ao coronavírus.


Luara Fernanda Fernandes Quaresma - Coordenadora Multidisciplinar

Mariana Romão Roriz - Coordenadora Multidisciplinar

 
 
 

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