LEITE MATERNO x LEITE DE VACA
Vantagens do leito materno em relação a qualquer outro.
Não é à toa que o leite materno é considerado o alimento mais valioso do mundo. As mães começam a produzi-lo ainda na gestação, no entanto, somente após a ingestão do colostro pelo recém-nascido que o leite cumpre de fato seu papel: nos manter vivos.
O leite é um composto complexo e essencial, pois, além de água e gordura, possui também vitaminas, açúcares, sais minerais, células-tronco e até anticorpos – o que o torna o leite de vaca, ou qualquer outro, como uma opção muito precária e sem capacidade de contribuir no desenvolvimento e bem-estar da mãe e da criança. Isso ocorre porque a composição do leite de vaca não possui o que a criança precisa para se desenvolver bem, muito pelo contrario, a alimentação a base desse tipo de leite é responsável por causar alergias, anemia, diarreias e baixo peso.
Infelizmente, no século XVIII, na Inglaterra, houve fortemente a recomendação do uso de leite de vaca como alternativa ao leite humano. Essa medida era vista como a maneira mais coerente para amenizar o fato que as mulheres recusavam-se a amamentar seus filhos. No Brasil, nesse período, as “Amas de leite” – mulheres escravizadas – tornaram-se mais uma opção para remediar a falta do leite materno aos recém-nascidos. No entanto, com o avançar da medicina, tornou-se inquestionável que o leite humano é o alimento adequado tanto do ponto de vista nutritivo e imunológico. Diante disso, o leite de outras espécies não é capaz de cumprir o seu papel no organismo humano e o leite artificial, formulado industrialmente, também não deve ser visto como capaz de suprir as necessidades de um pequeno ser humano.
Sendo assim, é preciso esclarecer e divulgar todas as vantagens do aleitamento materno exclusivo para o bebê até seis meses de idade, como: fortalece a imunidade, proporciona amparo emocional ao recém-nascido, mantem o desenvolvimento físico e cognitivo da criança em constante crescimento, estimula a dentição, exercita a musculatura responsável pela fala e beneficia o trato gastrointestinal, proporcionando uma alimentação balanceada - o que está intrinsecamente atrelado a menos doenças como diabetes e obesidade na vida adulta.

Fonte imagem: Ministério da Saúde
Já para a mãe, a amamentação é responsável por intensificar os laços afetivos com seu filho, uma vez que esse ato é capaz de proporcionar sensações prazerosas e de reconhecimento materno para que a afetividade da mãe e do filho perpetue-se. Além disso, à medida que a mãe pratica a amamentação, sua saúde é beneficiada, já que existem evidências que os riscos de câncer de mama e de canceres ovarianos, assim como fraturas ósseas e artrite reumatoide, são diminuídos. É importante salientar que a fase do puerpério, em que a mulher se encontra em grande sobrecarga hormonal e oscilação de humor, ao amamentar a criança, a mãe terá uma menor incidência de depressão pós-parto.

A OMS recomenda que o aleitamento prossiga até a criança completar 2 anos de idade, assim o leite materno torna-se um complemento a dieta. Portanto, esse alimento deve ser priorizado e a sociedade precisa valorizar essa prática sem transgressões e constrangimentos para as mães e para as crianças. O leite humano é o único capaz de nos proporcionar exatamente o que precisamos e se por algum motivo maior a criança não puder receber o leite materno, é essencial a existência e o investimento em bancos de leite pelo país para suprir essa demanda à vida.
Autoras:
Luara Fernanda Fernandes Quaresma (Coordenadora Multidisciplinar)
Mariana Romão Roriz (Coordenadora Multidisciplinar)





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